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Infância

Mesmo que eu já tenha 13 anos, ainda sou um pouco criança. Ontem mesmo, meu pai pegou no meu pé para desligar o computador, obedeci. Fiquei com um grande tédio. Então fui até o meu quarto, olhei na gaveta, havia um monte de revistas da atrevida que eu já tinha lido mais de mil vezes. Olhei em outra gaveta, tinha um monte de bonecas da barbie que fazia um grande tempo que eu não brincava, pois a uns anos atrás, umas meninas vieram brincar e tiraram todas as roupas e as trocaram. Arrumei todas. Mas quando chegou a hora de brincar, eu já estava sem graça.

Hoje, nós fomos na festa do Daniel (irmão do Rafael) e ele teria um infarto se eu não fosse. Ainda no carro, meu pai olhou para mim  e disse:

"Aproveite, pois é a última vez que sairemos domingo. Semana que vem, vamos trabalhar na lanchonete."

Fiquei desapontada com isso. Mas fazer o que? Chegamos a festa. Daniel faria 8 anos, ele é identico ao irmão, magro e sonolento. Eu vi que lá fora havia um pula pula, eu não gosto muito de pula pula, pois achava que pudesse cair enquanto eu estivesse pulando (é eu sei, sou uma neurotica). O Rafael, Daniel e uma menina pequena estava lá. Rafael olhou para mim:

"Vem. Vem com agente."

"Não, valeu. Não gosto."

"Ah, vamos." ele saiu do pula pula. "Se eu sair tu entra?"

"Não."

"Eu sou seu amigo, vamos." ele estendeu a mão. Achei que fosse só um aperto, por isso, apertei,  e quando apertei ele me puxou para dentro do pula pula (traidor). "Daniel, não deixa ela sair até pular bastante."

"Tá." disse bloqueando a saída.

Fiquei pressa ali. Tentava sair. Não conseguia. Até que começei a pular.

Depois, todos sairam do pula pula, exeto eu e Rafael. Ficamos ali. Descançando, sentados, com o sol forte batendo em nossos rostos. Ficamos conversando.

"Espera o Bruno gordo chegar." falou. "Ele vai afundar o pula pula."

Apareceu Daniel e outros garotos:

"Hum. Tão namorando. Tão se beijando." disse Daniel. "Vou contar pra mãe da Glória."

"Cale a boca!"

No final eles acabaram brigando. Mas brigaram mesmo, eu só dois palitos agarrados dando socos um no outro. Daniel chorou. E Rafael ficou emburrado.

Fomos para casa. Eu estava suada, cansada e queimada. Tomei um banho fresco. E fui fazer uma rotina de sempre. Enquanto minha mãe joga paciencia no computador eu escuto músicas do: Enigma, Enya, Era, etc.

"Mãe, quando puder, arranja um tempo para ler meu livro, tá?" falei. "Eu quero muito publica-lo."

"Eu vou ler quando puder. Prometo."

"Ok."

"Glória?"

"O que?"

"Que história é essa que você e o Rafael estavam namorando?"

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